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sábado, 20 de julho de 2019

CARACOL.

Cangaceiro pouco citado na historiografia cangaceira. Passou pouco tempo no cangaço e esteve preso na penitenciária de Salvador/BA, onde também cumpriram penas os cangaceiros Volta Seca, Cacheado III, Deus-Te-Guie e Ângelo Roque “Labareda”.

Sem muitas referências.

Geraldo Antônio De Souza Júnior


segunda-feira, 29 de abril de 2019

ACREDITA-SE QUE ESSE NÚMERO DE VÍTIMAS... DOBRE.

Antônio Ignácio da Silva o “Moreno II” ou “Morenagem", antigo integrante do bando de Lampião. Durante certo período, segundo o pesquisador e escritor Frederico Pernambucano de Melo, foi um dos homens responsáveis pelos serviços “pesados” à mando do chefe.

Foi um cangaceiro de extrema valentia e violência que conseguiu atravessar toda a fase que permaneceu no cangaço sem ser apreendido pelas autoridades e sem levar um único tiro.

Faleceu no dia 06 de setembro de 2010 aos 100 anos de idade, na cidade de Belo Horizonte em Minas Gerais, onde residia juntamente com seus familiares.

Geraldo Antônio de Souza Júnior


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

GENTE DE LAMPIÃO.

Durvalina Gomes de Sá "Durvinha" e Antônio Ignácio da Silva "Moreno II" antigos integrantes do bando de Lampião em fotografias registradas pós cangaço no estado de Minas Gerais, onde residiam e terminaram seus dias de vida.

Durvinha faleceu no dia 30 de julho de 2008 e Moreno no dia 06 de setembro de 2010 aos 100 anos de idade.

Fica o registro.

Geraldo Antônio De Souza Júnior

Cortesia: Neli "Lili" Maria da Conceição, filha do casal cangaceiro Moreno II e Durvinha.  

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A CASA DA CANGACEIRA LÍDIA COMPANHEIRA DO CANGACEIRO ZÉ BAIANO.

Apontada pela grande maioria dos remanescentes da época que a conheceram como uma das mais belas mulheres a fazerem parte do bando de Lampião.

Foi nessa casa (Fotos) feita de pau a pique (Taipa) pertencente ao casal Luís Pereira e dona Balô (Maria Rosa), localizada no povoado Salgadinho, atualmente pertencente o município baiano de Paulo Afonso, que Lídia Pereira de Sousa, filha do casal, conheceu após meados do ano de 1931 o temível cangaceiro Zé Baiano, um dos mais temíveis chefes de subgrupos do bando de Lampião. Na ocasião o cangaceiro Zé Baiano, que vinha acompanhado de Lampião e parte do bando, ficou “hospedado” na casa dos pais de Lídia, para se tratar de um tumor no pescoço que vinha lhe causando fortes dores pelo corpo. Lampião seguiu viagem com o restante do bando e Zé Baiano permaneceu acoitado na casa até seu restabelecimento.

A jovem Lídia, que contava com apenas quinze anos de idade, foi sendo envolvida e seduzida pelo cangaceiro e terminou resolvendo segui-lo no cangaço, como sua companheira.

Lídia, ao contrário daquilo que muitos pensam, não foi raptada, movida certamente pela ingenuidade e visando uma vida livre e farta ao seu ver, resolveu seguir o cangaceiro por livre e espontânea vontade. Ao cair em si e ter ciência da dura realidade sobre a vida que teria pela frente Lídia quis voltar atrás, mas já era tarde demais para tomar uma decisão que aquela altura viesse a contrariar o temível e implacável Zé Baiano.

Lídia passou a partir de então a viver amargurada ao lado de um homem que não amava. Consequência de sua escolha equivocada.

O tempo passa e no cangaço Lídia reencontra um antigo amigo de infância por nome Ademórcio, no cangaço conhecido como Bem-Te-Vi, os dois se envolvem em um caso amoroso que terminaria de forma trágica. Que encerraria com o trucidamento de Lídia através das mãos de seu próprio companheiro, após ter sido flagrada por outro cangaceiro em ato de adultério com seu amante. Bem-Te-Vi. Após ter o adultério revelado por um cangaceiro chamado Coqueiro, que após fazer a delação foi eliminado, uns dizem ter sido assassinado pelo cangaceiro Gato II (Santílio Barros) e outros afirmam ter sido o próprio Lampião o autor do crime, Lídia foi presa e amarrada em uma árvore onde passou a noite amarrada, sendo morta a pauladas pelo companheiro na manhã do dia seguinte.

Lídia passou a mexer com o imaginário de todos e a falta de uma imagem sua somente ampliou a curiosidade de estudiosos, pesquisadores e curiosos do assunto, que buscam em suas imaginações o estereótipo de beleza da bela baiana cangaceira do Salgadinho. Uma beleza que se perdeu para sempre e que permaneceu viva apenas na memória daqueles que a conheceram.

Uma história de ilusão, paixão, sangue e sofrimento que ainda hoje desperta fascínio e interesse nas pessoas e que se perpetuará através do tempo através das pesquisas, estudos e escritos sobre o assunto.

Recentemente o nosso “enviado-cangaceiro especial” Sandro Lee (Pesquisador e Escritor), que há tempos vem seguindo as pegadas de Virgolino Ferreira, esteve nos escombros da velha casa onde Lídia morou com seus pais e conheceu o seu algóz o cangaceiro Zé Baiano e “profanou” a residência para realizar fotografias fantásticas e exclusivas do interior do que resta da velha casa que serviu como cenário do envolvimento de Lídia e Zé Baiano.

Ao meu camarada Sandro Lee (Paulo Afonso/BA) o meu reconhecimento pelo trabalho de pesquisa que vem desenvolvendo e gratidão pelo envio do material e informações sobre esse e tantos outros assuntos envolvendo o universo cangaceiro. Tenho a plena convicção que nossa luta não será em vão. Ela contribuirá para o conhecimento dessa e das futuras gerações de pesquisadores e estudiosos e servirá como fonte de pesquisa e curiosidade.

Apreciem sem moderação.

Fotos: Sandro Lee

Geraldo Antônio de Souza Júnior





Na fotografia acima o pesquisador Sandro Lee encontra-se na sala da casa dos pais de Lídia
onde o cangaceiro Zé Baiano permaneceu durante o período em que esteve enfermo. 

Na fotografia acima o pesquisador Sandro Lee encontra-se na sala da casa
dos pais de Lídia onde o cangaceiro Zé Baiano permaneceu durante o
período em que esteve enfermo. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Casa de dona Generosa - Coiteira de Lampião.

No dia 26/04/1931 a casa de dona Generosa Gomes de Sá, afamada coiteira de Lampião, localizada no povoado Riacho no município baiano de Paulo Afonso, foi palco de um crime cruel praticado por soldados pertencentes a Força Policial Volante baiana comandada pelo Tenente Arsênio Alves de Souza. 

Acusado injustamente de traição o vaqueiro Zé Pretinho foi covardemente assassinado pelos soldados sob a acusação de ter informado a Lampião sobre a aproximação e localização da Volante, que na ocasião vinha em persiga aos cangaceiros. 

Lampião sabendo da aproximação da Força Policial Volante se antecipa e lança sobre a soldadesca um ataque surpresa e mortal. Onde foram mortos dezenove soldados, sendo dezesseis no local do ataque e outros três posteriormente quando empreendiam fuga. 

Zé Pretinho foi amarrado em uma árvore e seu corpo serviu como alvo para a mira dos soldados. Após ter sido morto o vaqueiro teve seu corpo esquartejado e os restos mortais espalhados nas proximidades da casa de dona Generosa. 

Após a saída dos soldados dona Generosa em ato humano e solidário, mandou enterrar o corpo mutilado do inocente vaqueiro. A casa de dona Generosa não serviu apenas como cenário de crimes e brutalidades e foi no passado palco de animadas festas promovidas pela anfitriã tendo como principais convidados, Lampião e seus Cabras. 

Geraldo Antônio de Souza Júnior




CANGACEIROS

DURVALINA GOMES DE SÁ “DURVINHA”.

Nasceu no dia 25 de dezembro de 1915. Filha de Pedro Gomes de Sá e Santina Gomes de Sá. Natural do povoado Arrasta-Pé no município de Paulo Afonso/BA.

Entrou para o cangaço quando decidiu abandonar a casa dos pais e acompanhar Virgínio Fortunato “Moderno”, cangaceiro que era viúvo de Angélica Ferreira irmã de Lampião.

Virgínio Fortunato “Moderno” era um dos homens de confiança de Lampião e tinha por hábito castrar seus desafetos.

Durante o ano de 1930, com apenas 15 anos de idade, Durvinha resolveu seguir no cangaço ao lado daquele que escolheu para seu companheiro. O casal teve duas filhas, mas nenhum sobreviveu.

Durvinha e Virgínio permaneceram juntos até o mês de outubro de 1936, quando Virgínio foi morto durante um confronto contra uma força policial pernambucana comandada pelo Cabo Pedro Alves, Soldado Pompeu e mais três ou quatro civis.

Com a morte de Virgínio, Moreno (Antônio Ignácio da Silva) assumiu a liderança do bando e propôs à Durvinha a volta para a casa de seus pais ou acompanhá-lo no cangaço como sua companheira, sem muitas opções e temendo o retorno para a casa de seus familiares, Durvinha resolveu acompanhar Moreno.

No dia 02 de fevereiro de 1940, Moreno e Durvinha abandonaram o cangaço e seguiram em fuga em busca de um novo recomeço, porém dessa vez longe das armas. Caminharam 1.352 quilômetros, durante noventa dias, até finalmente chegarem ao estado de Minas Gerais, onde moraram em algumas cidades, até fixarem residência na capital, Belo Horizonte, onde terminaram seus dias de vida.

Durvinha (Durvalina Gomes de Sá) faleceu no dia 28 de junho de 2008 e Moreno (Antônio Ignácio da Silva) faleceu no dia 06 de setembro de 2010, ambos na cidade de Belo Horizonte/MG.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

Durvalina Gomes de Sá "Durvinha".
Postado por: Geraldo Antônio de Souza Júnior

sábado, 11 de agosto de 2018

O TERROR DOS SERTÕES.

Um cangaceiro do estado do Ceará, autor de vinte e duas mortes.

Seu nome e biographia são os seguintes, escriptos por elle mesmo e respeitada a ortographia do original:

“José Limeira da Costa Vasco, Gato pintado rapozo macho Elias tempestade ventania, Rei mombaças, chapéo de 30 vintens, Lençol de meia vara, seu rancho cararizeiro, tanque de cangaceiros, papel sellado oncô de mamão. Netto de Maria Facão que matta por devoção, Filho do Braz Abuco, quando o tiro do Cabra faz – Pá! O d’elle faz – Puco!

Fonte: O Malho (1910)

Obs: O texto acompanha a ortografia empregada na época.

Transcrição: Geraldo Antônio de Souza Júnior


domingo, 29 de julho de 2018

HÁ OITENTA ANOS CHEGAVA AO FIM O REINADO CANGACEIRO DE LAMPIÃO.

PROGRAMA PANORAMA (TV CULTURA) - 80 ANOS DA MORTE DE LAMPIÃO.

Quem não teve a oportunidade de assistir ao vivo o Programa Panorama que foi ao ar hoje (27/07/2018) estou disponibilizando logo abaixo o link do programa para que vocês confiram todo o conteúdo debatido e discutido entre eu e o Professor e Jornalista Artur Aymoré autor do livro "O outro olho de Lampião". O programa foi mediado e apresentado pela Jornalista Andresa Boni.

Assistam e na sequência deixe seus comentários, críticas e sugestões.

Sua participação e opinião são muito importantes. Assistam.






terça-feira, 10 de julho de 2018

CABEÇAS CORTADAS.

Uma fotografia macabra...

... mas que faz parte da iconografia do cangaço e mostra a realidade dos sertões do Nordeste em uma época em que o cangaceirismo/banditismo imperava.

A fotografia apresenta as cabeças decepadas dos cangaceiros Serra Branca (Esquerda), sua companheira Eleonora (Centro) e do cangaceiro Ameaça (o), mortos no dia 20 de fevereiro de 1938, nas proximidades de Inhapi em Alagoas, por membros da Força Policial Volante comandada pelo Tenente João Bezerra, na ocasião comandados pelo Cabo Juvêncio.


Serra Branca, Eleonora e Ameaça (o). 

Uma fotografia que nos remete a um período de mortes e violências em que a população rural sertaneja nordestina permanecia entregue a própria sorte e ao bel prazer de coronéis inescrupulosos, cangaceiros e da policia que agia em alguns casos de forma semelhante ou pior que os bandoleiros.

Nas quebradas do Sertão.

Geraldo Antônio De Souza Júnior

sexta-feira, 6 de julho de 2018

ZÉ SERENO – CANGACEIRO APOSENTADO.


Durante oito anos ele enfrentou chuva, frio, sol, fome e sede nas caatingas enquanto as balas dos policiais passavam perto.

Os motivos que levaram Zé Sereno ao cangaço continuaram criando-lhe problemas durante toda a vida. Lê e escreve mas só passou 29 dias na escola. É um homem que nunca abriu um livro mais sério, mas fala com tranquila profundidade sobre a necessidade de se “respeitar a dignidade humana”. E se enfurece quando a norma central de seu código é desrespeitada..

“Homem é homem, não é bicho. Tem que ser respeitado”.

Tudo para ele é simples. Não percebe que foi figura importante de um capítulo da nossa história. Para ele tudo “são coisas da vida”.

Conta como entrou para o cangaço, as injustiças que sofreu, com um misto de fatalismo e bom humor irônico. A amargura é rara, porém quando surge brota junto com a violência. 







A CULPA DA POLÍCIA.


“Zé Sereno” explica que a única saída era o cangaço. Sua vida nunca foi fácil. “Lá no Nordeste a gente nasce e sobrevive sem perceber muito como e nem por que. Vai vivendo, brigando contra o clima, a falta d’água, quase tudo. Escola e médico não existem. Mas a gente tinha umas terrinhas dois primos e dois tios no cangaço. Sabe? Lá a polícia fazia o cangaceiro”.

Lembra que nasceu a 22 de agosto de 1913 e que, aos 17 anos, já era homem feito. “Lá a gente crescia e amadurecia logo porque a vida era curta e o trabalho excessivo. O sítio ia bem, pelo menos nos moldes de progresso de lá. Tinha 17 anos quando os soldados chegaram. Queriam informações sobre meus tios e primos cangaceiros. Não sabíamos nada, mas quebraram tudo que tínhamos em casa. Depois nos obrigaram a morar na cidade para evitar que descemos guarida a eles”.

“Como diz o outro, lá não havia educação. Tudo era na base da ignorância e da estupidez. Ficamos na cidade pensando nas plantações e na criação porque iam morrer por falta de cuidado. 


Um dia eu disse prá Lídia, minha mãe:

- “Olha, pra morrer ou viver eu vou voltar para casa”.

Cheguei e fui agredido por um soldado. Disse que era a primeira e última agressão que na vida e me juntei ao cangaço exatamente quando a propriedade ia bem e parecia que a vida ia melhorar.

Partiu na caatinga e foi deixando recados. Era sobrinho de Antônio Ingraça (Ingrácia), Arceto e primo de Zé Bahiano e Antônio Dicenauro (Sionário). Estava procurando o cangaço. “Lá tudo anda depressa. A morte e os recados seguem a mesma trilha e a fome acelera tudo. Principalmente mensagem para Lampião”.


“ZÉ SERENO” NASCEU


Encontrou os parentes e “Lampeão”, ganhou fuzil e trocou de nome. “Zeca da Lídia” (Zé de Lídia) não era nome de quem vai viver matando até chegar seu dia. Virou “Zé Sereno” porque era tranquilo. Foi aprendendo rápido. Atirar e brigar de faca era mais fácil que andar de alpercatas pelas caatingas espinhentas sob o sol forte, as vezes dormindo no molhado da chuva e de um ou outro arroio, com pouca comida e água. Mais difícil ainda era saber em quem confiar.

O povo gostava dos cangaceiros. “Lampião” punia os fazendeiros que não pagavam os trabalhadores e eram numerosos. Até padres apoiavam.

“Também éramos todos católicos, graças a Deus”. Havia muitos fazendeiros que contribuíam com dinheiro. O armamento era caro, mas fácil e bom. Os próprios oficiais da polícia também vendiam fuzis modelo 22, Parabelluns 9 e 7,63 milímetros, por seiscentos mil réis cada arma e dois mil réis o cartucho.

Mas a polícia tinha seus aliados. De boa vontade eram poucos mas por medo não faltavam quem falasse.

“Havia gente que nos acolhia porque gostava e, depois informava a polícia porque tinha medo”.

Mas “o povo era muito bom, se não a gente teria sido derrotado”. Além das duas cartucheiras de parabellum, mais duas de fuzil, no embornal iam sempre mais 700 ou 800 cartuchos. “Agora saber em quem confiar era mais difícil”.

“Zé Sereno” foi se tornando especialista em descobrir amigos e inimigos. Conta que quando via Pedro de Cândida (Cândido) “sentia o coração palpitar. Sempre soube que ele iria trair”.

Avisou “Lampeão” mas o “Velho Cego” respondeu que Pedro era seu coiteiro há 8 anos. Só concordou em sair na manhã seguinte, depois que eu ameacei me retirar com meus homens, mesmo sem ele.

A traição de Pedro de Cândida (Cândido) custou a vida de “Lampeão”. Restou um grupo de 27 homens.

Texto: José Eduardo

Fotos: Narciso Santos

Transcrição/Adendo: Geraldo Antônio de Souza Júnior


domingo, 1 de julho de 2018

PARA AS PÁGINAS DA HISTÓRIA CANGACEIRA.

Trazer fotografias inéditas como essa ao conhecimento geral é para mim uma enorme satisfação, pois tenho convicção que estou fazendo a minha parte para manter a história cangaceira e a memória de seus personagens, vivas e em evidência.

Ilda Ribeiro de Souza (Hermecília Brás São Mateus) a ex-cangaceira “Sila” (Foto) e seu companheiro Zé Sereno (José Ribeiro Filho) cangaceiro chefe de subgrupo do bando de Lampião, no passado fizeram parte das fileiras da hoste de temível cangaceiro Virgolino Ferreira da Silva “Lampião” e foram alguns dos sobreviventes do ataque da Força Policial Volante alagoana ao bando cangaceiro que se encontrava acampado na Grota do Angico em Sergipe, na manhã do dia 28 de julho de 1938. O ataque policial resultou na morte de Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e um Soldado membro da Força Policial, este último morto por circunstâncias e autoria desconhecidas. Todos os cangaceiros (as) após serem mortos tiveram suas cabeças decepadas e expostas durante o trajeto até a capital alagoana, Maceió. Após serem examinadas por peritos, as cabeças dos nove cangaceiros foram enterradas em uma cova coletiva em um cemitério de Maceió, enquanto as cabeças de Lampião e Maria Bonita foram encaminhadas para Salvador/BA, onde permaneceram expostas ao público no museu do Instituto Médico Legal Dr. Nina Rodrigues até os primeiros meses do ano de 1969, quando por força de decreto foram liberadas para sepultamento.

Passados quase oitenta anos do acontecimento de Angico seus nomes e suas histórias ainda permanecem sendo discutidos, pesquisados e estudados por pesquisadores e estudiosos de todas as faixas etárias em diferentes regiões do nosso país e até mesmo do exterior. Uma história onde cada personagem tem a sua própria história dentro do contexto histórico e que, embora escrita com sangue e suor, encanta quem a conhece e permanecerá sendo motivo de contendas ainda por muitas gerações.

Que o futuro e seus habitantes não desvirtuem a verdadeira história cangaceira a exemplo do que já vem acontecendo há tempos. Que a seriedade e a responsabilidade para com a história sobressaltem sobre a ganância e os egos exacerbados por parte de quem a estuda ou a explora comercialmente.

Fica o recado.

A fotografia de Ilda Ribeiro de Souza “Sila” acoplada a essa matéria foi registrada pós-cangaço e foi gentilmente cedida por Gilaene “Gila” de Souza Rodrigues in memorian, filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno.

Geraldo Antônio de Souza Júnior


Ilda Ribeiro de Souza "Sila". 


segunda-feira, 4 de junho de 2018

COLORIZANDO A HISTÓRIA CANGACEIRA.

CALAIS DE MACURURÉ. 

Por: Rubens Antônio 

Pedro Silvino do Nascimento o cangaceiro cujo o vulgo era "Calais" pertenceu ao bando de Lampião. 

A fotografia original foi registrada em preto e branco no ano de 1929 na Fazenda Jaramataia localizada no município sergipano de Gararu, pertencente ao coronel Antônio Caixeiro pai de Eronides Ferreira de Carvalho autor da imagem.  

A colorização realizada com base em estudos e pesquisas sobre as vestimentas e acessórios usados na época por cangaceiros trás de volta as cores que um dia fizeram parte da indumentária cangaceira do bando de Lampião.

Geraldo Antônio de Souza Júnior 

Colorização: Rubens Antônio (Salvador/BA)

quinta-feira, 31 de maio de 2018

EM TEMPOS DE PAZ.

ANTÔNIO IGNÁCIO DA SILVA "MORENO II" OU "MORENAGEM".

Autor de uma grande quantidade de assassinatos. Alguns antes e outros já quando estava ingresso nas hostes de Lampião.

Procurado pelas policias de vários estados da região Nordeste, sem contar a enorme rede de inimigos que buscavam a todo preço a sua cabeça. Há quem afirme que em determinado momento da história mais de mil pessoas o procuravam para matar.

Porém... matar essa fera não era tarefa das mais fáceis e muito menos para qualquer um. Muitos se aventuraram e terminaram mortos e irrigando com o sangue de suas veias as terras secas do sertão. Apesar da extrema crueldade com que tratava seus desafetos é inegável a coragem e a valentia desse cangaceiro. Sua história reforça esse argumento.

Apontado como um dos mais perigosos cangaceiros da chamada segunda fase do cangaço lampiônico e um dos homens encarregados de fazer os serviços “pesados”, como afirma Frederico Pernambucano de Melo, a mando de Lampião.

Seu destemor e sua constante vigilância foram alguns dos fatores que fizeram com quê atravessasse todo o período em que esteve presente no cangaço sem levar um único tiro sequer.

Antônio Ignácio da Silva o Moreno II ou "Morenagem", como costumava se identificar, nasceu na cidade de Tacaratu/PE no dia 01 de novembro de 1909 e faleceu em Belo Horizonte/MG no dia 06 de setembro de 2010, aos 100 anos de idade. Onde residia com sua família.

Um personagem de destaque da história cangaceira. Fruto de uma terra sem lei em uma época em que imperava no sertão nordestino a lei do mais forte. Os desmandos dos poderosos. A seca, a fome e a miséria, onde a justiça era concretizada através da vingança, a lei era a da bala e a sentença... a morte.

Nas quebradas do Sertão.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

Antônio Ignácio da Silva "Moreno II" ou "Morenagem".

segunda-feira, 21 de maio de 2018

UM DOS ATRIBUTOS QUE LAMPIÃO ADMIRAVA EM UM HOMEM ERA A VALENTIA... E ESSE CANGACEIRO TINHA DE SOBRA.

Antônio Ignácio da Silva vulgo Moreno um dos cangaceiros mais destemidos, cruéis e valentes que se tem notícias em todo o ciclo do cangaço nordestino. Autor de inúmeros crimes, alguns deles cometidos antes e durante o cangaço e existindo fortes indícios de ter cometido ao menos um outro crime (Assassinato) após ter abandonado o cangaço e já em terras mineiras, onde passou a residir após ter deixado a vida da canga.

Moreno, segundo cangaceiro a utilizar essa alcunha, atuou principalmente nos estados do Ceará, Pernambuco e Alagoas, com rápidas incursões em estados próximos.

Entrou para o cangaço com o objetivo de se proteger das policias e de seus inimigos pessoais que mantinham contra ele aferrada e incansável perseguição. Inicialmente passou a fazer parte do subgrupo do bando de Lampião comandado por Virgínio Fortunato da Silva, viúvo de Angélica Ferreira irmã de Lampião e na época companheiro de Durvalina Gomes de Sá a bela “Durvinha”. Após a morte de Virgínio Fortunato “Moderno” ocorrida em outubro de 1936, Moreno passou a liderar o subgrupo do qual fazia parte e passou a conviver maritalmente com Durvinha, viúva de Moderno.

Foi incansavelmente perseguido por desafetos e pelas policias desses estados, que, segundo os escritores e pesquisadores Magérbio Lucena e Hilário Luchetti (In memorian), chegaram a cercar todas as “bebidas” (Fontes de água) existente na região em que Moreno atuava com o objetivo de capturá-lo ou eliminá-lo. Tendo o cangaceiro em uma dessas ocasiões atirado de longe contra os policiais que faziam o cerco a uma das fontes de água, segundo palavras do pesquisador e escritor Frederico Pernambucano de Melo.

Perseguições e emboscadas que se tornaram inúteis diante da sagacidade e desconfiança do bandoleiro, que sempre conseguia se esquivar e inutilizar os esforços inimigos.

Afirma-se ainda que o número de 21 pessoas mortas por Moreno "Morenagem", conforme suas declarações, chegue ao dobro do número citado.

Antônio Ignácio da Silva “Moreno” ou “Morenagem” nasceu em Tacaratu/PE no dia 01 de novembro de 1909 e faleceu em Belo Horizonte/MG no dia 06 de setembro de 2010, aos 100 anos de idade.

Fotografia gentilmente cedida por Neli Maria da Conceição filha do casal cangaceiro Moreno e Durvinha.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

Antônio Ignácio da Silva vulgo "Moreno II" ou "Morenagem". 

sábado, 14 de abril de 2018

A PRISÃO DE ANTÔNIO SILVINO O "RIFLE DE OURO".


A prisão do cangaceiro Antônio Silvino efetuada por um destacamento da policia pernambucana comandado pelo então Alferes Theophanes Ferraz Torres, foi recebida com euforia e contentamento pela população sertaneja do Nordeste e principalmente pelos poderosos e autoridades constituídas da época.

Os jornais passaram a estampar em suas páginas caricaturas do cangaceiro comparando-o a um tigre feroz e sanguinário finalmente subjulgado e fora de combate.

A prisão do “Rifle de Ouro” apelido pelo qual Antônio Silvino também era conhecido, durante determinado período de tempo trouxe as populações sertanejas uma falsa sensação de tranquilidade, mesmo em um sertão infestado de cangaceiros, jagunços e bandidos comuns, pois alguns anos depois surgiria no cangaço nordestino um nome ainda mais temível que faria com quê os feitos de Antônio Silvino parecessem contos de fadas. Virgolino Ferreira da Silva vulgo Lampião.

Nas quebradas do sertão.

Fonte da imagem: O Malho.

Geraldo Antônio de Souza Júnior



sexta-feira, 13 de abril de 2018

GENTE DE LAMPIÃO.

ILDA RIBEIRO DE SOUZA "SILA".

Poucas pessoas sabem que o nome verdadeiro de Sila é Hermecília Brás São Mateus, conforme afirmava o saudoso e admirável pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa.

Na verdade o apelido "Sila" ou "Cila" foi derivado de seu verdadeiro nome (Hermecília) e foi utilizado por ela antes, durante e após o cangaço, sendo conhecida por todos através desse cognome. 

Após abandonarem o cangaço, Sila e seu companheiro Zé Sereno (José Ribeiro Filho), ex-chefe de subgrupo do bando de Lampião, resolveram abandonar o Nordeste e vieram, junto com outros remanescentes do cangaço, em direção ao sul do país, passando pelos estados da Bahia e Minas Gerais onde trabalharam em fazendas, até finalmente se estabelecerem definitivamente na capital paulista, onde reconstruíram suas vidas e permaneceram até o final de suas vidas. 

Sila por questões pessoais resolveu mudar seu nome verdadeiro e passou a se chamar Ilda Ribeiro de Souza, enquanto seu companheiro Zé Sereno adotou durante toda sua vida seu verdadeiro nome, José Ribeiro Filho, não se importando com o passado e com possíveis vinganças por parte de antigos inimigos e desafetos.

Levaram uma vida digna e honesta longe das armas e da ilegalidade e contribuíram grandiosamente com vários depoimentos, entrevistas e informações que serviram e ainda servem como base para a elaboração de trabalhos como livros, filmes, documentários, entre tantos outros. 

Nós que estudamos o fenômeno cangaço temos uma eterna dívida com o casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, assim como com tantos outras testemunhas e personagens da história que contribuíram de alguma forma para a construção e montagem desse quebra-cabeças chamado cangaço. 

Meu reconhecimento. 

A fotografia anexada a essa matéria foi a mim gentilmente cedida por Gilaene "Gila" de Souza Rodrigues (In memorian) filha do casal cangaceiro e pertencente ao acervo da família, tendo sido registrada durante um evento religioso ocorrido, possivelmente, na década de setenta (1970) em que Sila era frequentadora. 

Fica o registro para o conhecimento geral. 

Geraldo Antônio de Souza Júnior 

Ilda Ribeiro de Souza "Sila" antiga integrante do Bando de Lampião. 

segunda-feira, 26 de março de 2018

SEPULTURA DO ANTIGO CASAL CANGACEIRO MORENO E DURVINHA.

Nesse local estão abrigados os restos mortais do casal cangaceiro Moreno (Antônio Ignácio da Silva) e Durvinha (Durvalina Gomes de Sá), ambos antigos membros do bando de Lampião.

Moreno e Durvinha que fugiram do Nordeste nos primeiros meses do ano de 1940, vieram para em direção ao estado de Minas Gerais, onde residiram em algumas cidades até finalmente se estabelecerem na capital Belo Horizonte, onde terminaram seus dias de vida.

O antigo casal cangaceiro está sepultado no Cemitério da Saudade em Belo Horizonte/MG.

Na fotografia ao lado da sepultura está Neli Maria da Conceição filha do casal que nos acompanhou, prestou toda atenção e nos concedeu entrevista durante visita que realizamos à capital mineira em junho de 2015.

A história do casal cangaceiro Moreno e Durvinha é digna de filme hollywoodiano e se vivêssemos em um país sério e comprometido com sua história e cultura, certamente a história desse casal já teria sido repassada para as telas do cinema e da televisão e para as páginas dos livros didáticos escolares, para servir não como fonte de inspiração, mas de conhecimento e aprendizado sobre a real e verdadeira história nacional. Uma história de vida fantástica que aos poucos vai sendo "apagada" e esquecida.

Lamentavelmente.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

Neli Maria da Conceição filha do casal cangaceiro Moreno e Durvinha encostada na sepultura
de seus pais localizada no Cemitério da Saudade em Belo Horizonte/MG. 

Moreno e Durvinha (1936)

Fotografia registrada durante as gravações do documentário "Os últimos cangaceiros"
de Wolney Oliveira.

quinta-feira, 22 de março de 2018

FRASES.

"Nós, os Nazarenos, resolvemos ir ao lugar onde as cabeças estavam expostas e identificamos a de Lampião, a quem conhecíamos muito bem". (David Jurubeba)

Em depoimento o Nazareno David Jurubeba antigo inimigo de Lampião, reconhece a cabeça exposta em Piranhas/AL, como sendo realmente do chefe cangaceiro.

*Nazarenos ou Cabras de Nazaré: Como eram chamados os integrantes da Força Policial Volante pernambucana oriunda do então povoado de Nazaré (Atual Nazaré do Pico/PE). Foram os maiores inimigos e perseguidores de Lampião e bando.

Geraldo Antônio de Souza Júnior



Cabeça de Lampião exposta na escadaria da Prefeitura da cidade de Piranhas/AL (28/07/2018).

segunda-feira, 19 de março de 2018

A PRISÃO DO CANGACEIRO "BEZOURO" DO BANDO DE LAMPIÃO.

BEZOURO ESTÁ NO XADREZ – Orphão de pae e mãe – Novato no grupo.

S. SALVADOR, 23 (Succursal).

- Está preso no xadrez da delegacia auxiliar, um Cabra de Lampeão, há dias agarrado pelas forças volantes.

... Nosso repórter lá esteve e falou ao bandido. É um moço robusto de 22 anos de idade, estatura mediana e de cor morena, possuindo vasta cabelleira.
Crivamol-o, então com uma série de perguntas:

- Pode nos contar a sua história?

- Pois não, meu senhor. Eu me chamo José Soares e nasci em Bebedouro (Bahia). Distrito de Cajueiro, neste estado, Sou orphão de pae. Minha mãe chama-se Baldoina Soares. Em novembro passado, um grupo de Cabras do capitão Virgolino passou por minha terra, chefiado por “Balão” e “Moreno” e me convidou a tomar o “mescla”.

- O que é mescla?

- É a farda que elles fornecem a todos os que entram no grupo. Apresentei algumas desculpas e recusei o convite.
Pensei logo em minha pobre mãe. Os bandidos, depois de roubarem muito no arraial, foram embora e eu fiquei. Mas depois...

- Elles voltaram...

- Foi, “doutor”. Cinco dias não eram decorridos, quando “Balão”, “Moreno” e “Creança” voltaram a minha residência e me disseram que a minha presença no grupo era indispensável. Mesmo porque, em caso contrário, eu poderia denuncial-os à policia. Ameaçaram-me de morte e tive de acompanhar os três bandidos, no dia 3 de novembro.

- O bandido apoia a fronte pela mão esquerda, fita depois o repórter e prossegue:

- “Balão”, quando chegamos no acampamento, próximo a Várzea da Ema, reuniu os seus companheiros e declarou que eu precisava ter um nome de guerra. “Creança” propoz que eu fosse appellidado por “Cabelludo”, porque tenho muito cabello na cabeça.

Moreno era de opinião que eu passasse a me chamar “Novato”, porque era o mais novo do grupo. Houve discussão e até punhaes desembainhados.

Afinal, “Balão” disse que era autoridade e mandava que todos me conhecessem por “Bezouro” allegando que eu tinha a fala muito Gross...

- Você tomou parte em algum combate?

- Tomei somente no que se verificou no dia 4 deste mez, quando o nosso grupo se dirigia para Curaçá. Fomos surprehendidos pela polícia.

Os soldados estavam na moita e a gente não viu. Quando menos esperávamos, os tiros partiram. “Balão” gritou: - “Home é home”.

- Que significa isso?

É o sinal para a turma abandonar os animaes e se entrincheirar. Fazemos isto e respondemos ao fogo. Mas, “doutor”, nunca vi tanta bala! Não nego não. Tive medo.

- Houve mortos e feridos?

- Não senhor. Nem signal desangue. O nosso grupo fugiu e eu fiquei escondido num cipoal.

No dia seguinte, resolvi entregar-me á policia, em Geremoabo. Eu não queria ser bandido...

- E entregou-se?

- Não cheguei a fazer isso, porque o sargento commandante do destacamento de Geremoabo mandou me prender perto da Várzea da Ema.

- Que aconteceu depois disso?

- Elle me entregou a dois soldados, que me trouxeram para aqui.

Tenho gostado muito da capital. Que coisa bonita! Nunca vi assim!

Por onde anda Lampião?

- Ninguém sabe. Nunca se encontrou com o nosso grupo. “Balão” e “Moreno” sabem onde elle vive, mas não nos dizem.


OS COMPONENTES DO FAMIGERADO GRUPO.


Prosseguindo nas suas narrativas, o bandido prestou-nos ainda, as seguintes informações:

O grupo se compõe das seguintes pessoas: “Balão”, “Sereno”, “Creança”, “Bezouro, “Mergulhão”, “Bom de Vera”, “Marinheiro”, “Ponto-Fino”, “Cajazeira”, “Santa Cruz”, “Cuidado” e “Colchette”.

Durante as horas de descanso, os bandidos jogam baralho e quando chegam em qualquer logar gastam contos de réis. Pagam as despezas e na hora de saírem vão tomar “os “cobres” outra vez.

Fonte: Jornal "Diário da Noite".

Obs: O texto foi transcrito obedecendo a ortografia empregada na época.

Transcrição: Geraldo Antônio de Souza Júnior

José Soares "Bezouro"

sábado, 3 de março de 2018

DELEGACIA DE QUEIMADAS NA BAHIA.


O local que serviu como palco para uma das maiores chacinas praticadas por Lampião e seus Cabras contra soldados baianos, ainda hoje preserva as características arquitetônicas da época do acontecimento que abalou a então pequena Santo Antônio das Queimadas e todo o Nordeste.

Em uma das celas da delegacia foram aprisionados sete soldados do destacamento local, comandados pelo Sargento Evaristo da Costa que foi o único militar sobrevivente da chacina. Os soldados não tiveram a mesma sorte. Foram trancafiados em uma das celas e algum tempo depois mortos a tiros e sangrados pelos cangaceiros. Sem nenhuma chance de defesa.

Uma tragédia que marcou para sempre a localidade e sua gente e deixou uma nódoa de sangue na memória popular e na história cangaceira.

A fotografia abaixo foi registrada no interior da delegacia da cidade de Queimadas na Bahia e nela podemos observar detalhes e características que nos remete ao passado e nos fazem pensar e analisar com maior precisão os fatos que se sucederam naquele fatídico 22 de dezembro de 1929 e ao mesmo tempo ter uma real noção em relação ao cenário do acontecimento.

Um tempo de aflição para a população sertaneja do Nordeste.

Fica o registro para efeito de conhecimento.

Foto: Ricardo Noronha Júnior

Geraldo Antônio de Souza Júnior


Delegacia de Queimadas na Bahia (Interior)