Seguidores:

Mostrando postagens com marcador Coronel João Nunes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coronel João Nunes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

HISTÓRIAS DO CANGAÇO

A VALENTIA E A CORAGEM ERAM QUALIDADES PRESENTES NOS COMPONENTES DOS DOIS LADOS DA “GUERRA” DO CANGAÇO.

Leiam essa história...

Após ter sido capturado em uma fazenda do município da cidade pernambucana de Águas Belas, o Coronel João Nunes, então oficial na reserva, embora para os cangaceiros continuasse a ser o mesmo homem que chefiara a Policia de Pernambuco e que os perseguira tenazmente. A fúria de Virgulino, que o conduziu prisioneiro por alguns quilômetros, estava prestes a desabar sobre o militar por não ter recebido a quantia de quinze mil Réis exigida pelo seu resgate quando um bandoleiro intercedeu por sua vida, declarando que lhe devia um grande favor.

Mas o que pesou certamente na decisão do chefe dos bandoleiros para dar a liberdade ao prisioneiro foi a sua consciência de que aquele homem em suas mãos não era um anônimo nem insignificante, mas um prisioneiro muito importante; se o liquidasse, amargaria as consequências desse ato e atrairia novamente a perseguição das forças pernambucanas certamente com maior apoio das autoridades. Mesmo que tivesse optado pelo seu extermínio, teria guardado de João Nunes a imagem de um homem corajoso que não se deixou dominar pelo temor da morte iminente e que se mostrou altivo diante das ameaças sofridas.

Ao ser interpelado, naquela ocasião, se não se arrependia de ter combatido os cangaceiros, respondeu-lhes que não, pois havia cumprido o seu dever e se tudo começasse de novo, tornaria a fazê-lo do mesmo modo, pois era antes de tudo, um Soldado.

Fonte: Livro “O CANTO DA ACAUÔ de Marilourdes Ferraz

Transcrição: Geraldo Antônio de Souza Júnior


sábado, 11 de novembro de 2017

DESPEDIDA

28 de julho de 2015...

... dia em que aconteceu a pré estreia do filme Revoada do amigo diretor e cineasta José Umberto Dias, aqui na cidade de São Paulo/SP.

O filme foi exibido a um pequeno e seleto público e entre os presentes estavam o escritor e pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo e Gilaene de Souza Rodrigues filha do casal cangaceiro Sila e Zé sereno, além de estudiosos e pesquisadores do tema cangaço.

Após a exibição do filme Revoada houve um curto debate entre o público e o cineasta José Umberto Dias, que na ocasião respondeu atenciosamente a todas as perguntas e questionamentos dos presentes.

Essa foi a última vez que estive com minha amiga Gilaene “Gila” (Foto) filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, que inclusive durante o debate foi uma das mais entusiasmadas da plateia, falando sobre a vida de seus pais e fazendo perguntas relacionadas à história cangaceira.

No dia 07 de março de 2016 a amiga Gilaene “Gila” veio a falecer e infelizmente não deu tempo de nos vermos novamente.

Antes de ter início a apresentação do filme pedi para a amiga Gila colocar o bornal pertencente ao cineasta José Umberto Dias e que foi confeccionado pela ex-cangaceira Dadá companheira do célebre cangaceiro Corisco, para fazer o registro fotográfico (Anexo).

Sem saber... era a despedida.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

Gilaene de Souza Rodrigues filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno