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quarta-feira, 19 de junho de 2019

UMA PRECIOSIDADE FOTOGRÁFICA DA ALÇADA DO INTRÉPIDO BENJAMIN ABRAHÃO CALIL BOTTO.

Benjamin Abrahão Calil Botto. Antigo “Ajudante de Ordens” do Padre Cícero do Juazeiro, responsável pelos mais fantásticos registros fotográficos e da única filmagem de Lampião e parte de seu bando. Após a morte do Padre Cícero, ocorrida no dia 20 de julho de 1934, Benjamin Abrahão resolveu se aventurar nas caatingas do sertão nordestino na tentativa de localizar Lampião e seu bando com o objetivo de fotografar e filmar o cotidiano do bando cangaceiro.

Após muita insistência e perseverança, Benjamin Abrahão consegue finalmente o tão sonhado encontro com Lampião e após convencê-lo realiza a mais completa e importante sessão de fotografias e filmagem do rei do cangaço e sua gente. Infelizmente todo o material produzido por Abrahão foi apreendido pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda órgão criado no Brasil em dezembro de 1939, por decreto do presidente Getúlio Vargas). 

O DIP serviu como instrumento de censura e propaganda do governo durante o Estado Novo. Grande parte do material produzido por Benjamin Abrahão se perdeu por conta do péssimo acondicionamento durante o tempo em que esteve guardado nos arquivos do governo. Uma pequena, mas importante, quantidade de fotografias e filmagens foi recuperada e restaurada, porém grande parte se perdeu para sempre.

Na fotografia exibida nessa matéria que foi gentilmente cedida pelo escritor e pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo, Benjamin Abrahão aparece ao lado de um antigo caminhão (Cabine de Madeira) na ocasião utilizado no transporte de soldados pertencentes a uma Força Volante, preparados para viajar pelos sertões para dar combate aos bandos cangaceiros. Fotografia registrada em data precisa ignorada, possivelmente o registro foi realizado entre os anos de 1936 e 1937.

Geraldo Antônio de Souza Júnior


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

PRECIOSIDADE.


Uma raridade fotográfica de autoria de Benjamin Abrahão Calil Botto e atualmente pertencente ao acervo da Biblioteca Nacional.

Geraldo Antônio de Souza Júnior.

 

RETRATOS DO CANGAÇO


Mais uma fotografia registrada através da câmera "caixão" de Benjamin Abrahão.

Outro sensacional registro fotográfico coletado por Benjamin Abrahão Calil Botto, provavelmente no ano de 1936, em que aparece a cangaceira Cristina (Esquerda) companheira de Português (Centro) e na extrema direita um cangaceiro que teve seu nome apagado, provavelmente para sempre, das páginas da história assim como tantos outros que trilharam pelas veredas sangrentas do cangaço.

Fotografia pertencente ao acervo da Biblioteca Nacional.

Fica o registro.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

EXUMAÇÃO DE DURVALINA GOMES DE SÁ "DURVINHA", COMPANHEIRA DO CANGACEIRO MORENO, EX-INTEGRANTE DO BANDO DE LAMPIÃO.


Graças aos esforços e pedidos realizados pelo Dr. Ivanildo Silveira (Natal/RN) junto à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte na época administrada pelo então Prefeito Marcio Lacerda, a doação do terreno e a construção do túmulo foram concretizadas.


Moreno que havia sido enterrado em uma simples sepultura no Cemitério da Saudade, teve seus restos mortais exumados e transferidos para a sepultura doada.


Atualmente os restos mortais de Durvinha e de seu companheiro de vida e de cangaço estão enterrados em uma única sepultura no Cemitério da Saudade na capital mineira.


As fotografias abaixo foram registradas no momento da exumação dos restos mortais de Durvinha e foram gentilmente cedidas por Neli Maria da Conceição filha do casal cangaceiro Moreno e Durvinha.


Geraldo Antônio de Souza Júnior



Na borda da sepultura Neli Conceição e João Batista filhos do casal cangaceiro Moreno e Durvinha.

Na borda da sepultura Neli Conceição e João Batista filhos do casal cangaceiro Moreno e Durvinha.






Primeira sepultura de Durvinha no cemitério da Consolação em Belo Horizonte/MG.

Primeira sepultura de Moreno no Cemitério da Saudade em Belo Horizonte/MG.

Atual sepultura onde está enterrado o antigo casal cangaceiro Moreno e Durvinha. 

domingo, 17 de setembro de 2017

LIVROS

LANÇAMENTO

LAMPIÃO EM 1926

De: Luiz Ruben F. de A. Bonfim.

O livro será oficialmente lançado durante o próximo evento Cariri-Cangaço em Floresta/PE durante a comemoração do centenário de Nazaré do Pico/PE.

A obra fala sobre os acontecimentos envolvendo Lampião e o cangaço durante o ano de 1926, um dos anos mais importantes da vida do Rei do Cangaço.

Tendo como ponto forte a visita de Lampião e bando ao Juazeiro do Norte/CE.

Um trabalho que merece lugar de destaque na coleção de todo e qualquer pesquisador e estudioso do fenômeno cangaço.

O livro pode ser adquirido através do e-mail luiz.ruben54@gmail.com ou através do telefone: (74) 3281-5080 diretamente com o autor.

LAMPIÃO EM 1926.

Leitura imperdível.

Geraldo Antônio de Souza Júnior




quarta-feira, 13 de setembro de 2017

LIVROS 


BENJAMIN ABRAHÃO - ENTRE ANJOS E CANGACEIROS

De: Frederico Pernambucano de Melo
“Benjamin era um espertalhão, tão sedutor que conseguiu se instalar na casa paroquial, na época uma sede de poder importante. Lá vivia o padre Cícero e seu braço político Bartolomeu Floro. Benjamin se tornou o braço pessoal do padre”, conta Pernambucano. “Ficaram o padre e os dois como se fossem seus ministros.”
O sírio-libanês ficou na paróquia de 1917 a 1926. Nesse período, responsável pelas muitas joias doadas por fiéis, desviou fundos para si mesmo. Circulava no luxo e na luxúria até que a morte do padre pôs fim a sua boa vida.
Pernambucano nos conta que em uma última tentativa de lucrar em cima do beato, Abrahão cortou chumaços de cabelo de Cícero já morto e passou a vendê-los para os romeiros. O empreendimento deu lucro até que o povo começou a desconfiar que o religioso não tinha tanto cabelo quanto estava sendo vendido.

Esse e outros tantos livros sobre o Cangaço vocês encontram no “Arsenal” do Professor Pereira (Cajazeiras/PB) e podem fazer a aquisição através do e-mail franpelima@bol.com.br. Entrega rápida e garantida.

Fonte do Texto: Blog Ciência Hoje.

Geraldo Antônio de Souza Júnior